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O PORTAL DE INFORMAÇÕES AMBIENTAIS DO DISTRITO FEDERAL

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Terra Blog

06.10.08

Parque da Cidade completa 30 anos

categorias: Notícias do DF *

Freqüentado diariamente por cerca de dez mil habitantes de Brasília, o Parque Dona Sara Kubitscheck, conhecido pela população de Brasília simplesmente como Parque da Cidade, comemora, no próximo dia 12 de outubro o seu trigésimo aniversário. Apesar de necessitar de obras para revitalização e manutenção, o Parque da Cidade, considerado o maior parque Urbano da América Latina, é um local onde a população pode praticar esporte, caminhadas, se divertir e buscar qualidade de vida, gratuitamente.

 

- Histórico
O Parque da Cidade foi concebido pelos três grandes nomes de Brasília – projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, paisagismo de Burle Marx e, por fim, área urbanística de Lúcio Costa. Ele é considerado o maior parque urbano da América Latina - possui 320 hectares, mais onze mil metros de perímetro e perpassa todo o bairro Asa Sul de Brasília.

Inaugurado em 1978, com o nome Parque Recreativo Rogério Pithon Serejo Farias, conforme o Decreto nº 4.211, de 16 de junho de 1978, recentemente o governo decidiu homenagear dona Sarah Kubitscheck, viúva do presidente Juscelino Kubitscheck, criador da nova capital e um dos maiores empreendedores do país. A principal atração do evento inaugural foi o “Grande Circo Orlando Orfei”. No parque havia também uma atração especial: a primeira piscina com ondas da América Latina, hoje desativada.

Seu projeto arquitetônico está em harmonia com a filosofia de concepção da própria cidade – amplo, espaçado, aberto e democrático. Devido a sua extensão e sua localização privilegiada possui um excelente potencial turístico e de lazer. O local conta com ampla área de estacionamentos, com capacidade para 12.000 veículos; parques infantis, ciclovia, bosques com churrasqueiras e áreas para as atividades esportivas com 41 quadras, 08 campos de futebol, playground, arena de Beach Soccer, vôlei de praias, quadra de peteca, “futvolei” e pista de cooper com seus anéis de 4, 6 e 10 km.

- Paisagem natural
O projeto paisagístico foi originalmente elaborado por Roberto Burle Marx que, de acordo com estudiosos da área de arquitetura, reúne as características básicas do paisagismo considerado “moderno”. Contudo, no decorrer dos anos o projeto foi alterado ao ponto do autor manifestar-se publicamente (Jornal de Brasília) contrário às modificações.

Para revitalização das características naturais iniciou-se no ano passado um programa de plantio de mudas, quando foram plantadas mudas nativas do cerrado, bem como: 100 mudas de cerejeira pelo GDF em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil; 6000 mudas pelo GDF e NOVACAP; 1000 mudas pelo STF, atividade que fez parte da agenda ambiental do STF e marca do dia do servidor público e 200 mudas em comemoração aos duzentos anos do Banco do Brasil.

- Atividades de lazer
O parque tem previsto as seguintes áreas de lazer, fora, é claro, dos imensos espaços gramados em toda a sua área: Praça das Fontes, Quadras Poliesportivas, Quadras de Futebol de salão, Piscina com ondas, Pedalinhos, Piscicultura, Pavilhão de Exposições – ExpoBrasília, Grupo de Escoteiros.

- Atividades de Educação Ambiental
CineEcoa - Ciclo de palestras técnico-científicas e cursos de capacitação para educadores, estudantes e interessados nas questões ambientais.

Programa Circuito Ambiental - Fomentar a responsabilidade com os problemas ambientais, por meio de jogos ao ar livre e trilhas ecológicas.

‘Reeditor Ambiental’ - Direcionado aos professores da rede pública do DF, desde 1992, com o objetivo de reforçar a educação ambiental nas escolas públicas.

‘Monitoramento do Ar’ - Desenvolvido pelo Centro de Formação de Recursos Humanos em Transporte da Universidade de Brasília (Ceftru) em cinco estações instaladas em diversos pontos da cidade.

‘Programa Multimeios em Educação Ambiental’ - Desenvolvido com o patrocínio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a produção de material para subsidiar as ações de educação ambiental nas escolas e na comunidade no Distrito Federal.

 

Fonte: IBRAM

05.10.08

Coordenador de Mudanças Climáticas e Energia - WWF

categorias: Oportunidades **

O WWF-Brasil, organização não-governamental autônoma dedicada à conservação da natureza, está recrutando profissional para o escritório de Brasília/DF para a posição de:

01. Título: Coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia
Atuação no Programa Mudanças Climáticas e Energias do WWF-Brasil.
02. Supervisor direto: Superintendente de Conservação – Programas Temáticos
03. Local do Trabalho: Sediado(a) no escritório de Brasília – DF.

 

Informações clique aqui

02.10.08

Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas

O Governo Federal apresenta à consulta pública, até 31 de outubro de 2008, a versão do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, iniciando nova etapa para que o Brasil, um dos países que mais contribuiu voluntariamente nos últimos anos para a diminuição da emissão dos gases de efeito estufa, consolide esforços para manter e ampliar essa contribuição no longo prazo. 

A versão preliminar, elaborada no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima e de seu Grupo Executivo, instituídos por meio do Decreto n° 6.263, de 2007, baseia-se em consultas a órgãos públicos e setores da sociedade envolvidos na III Conferência Nacional do Meio Ambiente e nos Diálogos Setoriais promovidos pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas - FBMC, que produziram relevantes subsídios, parte dos quais ainda são objeto de análise para oportuna inclusão na versão final do Plano.

A etapa que se inicia visa a ampliar a participação do setor público e da sociedade na elaboração do Plano, compromisso nacional que se materializará em políticas públicas e ações da sociedade harmonizadas e integradas para capacitar o país a enfrentar o desafio da mudança global do clima.

 

Acesse o Plano sobre Mudanças Climáticas clique aqui

 

Fonte: MMA

01.10.08

Livro: Águas Emendadas - 2008

categorias: Livros *

O livro Águas Emendadas é uma obra lançada em comemoração aos 40 anos da Estação Ecológica de Águas Emendadas, uma área de 10.547 hectares, situada a nordeste do Distrito Federal, próxima à cidade de Planaltina/DF. Nela, encontra-se uma vereda de seis quilômetros de extensão, formada por um corredor de buritis. Na Estação estão representados, e muito bem preservados, diferentes ecossistemas do Cerrado.
Trata-se de uma publicação completa com estudos científicos, histórico, mapas, estatísticas e fotografias da fauna, flora, hidrografia e geologia da região. O livro é resultado de dois anos de trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal e Instituto Brasília Ambiental, em parceira com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Com 542 páginas, a coletânea traz artigos detalhados sobre a flora, fauna, geologia, hidrografia, clima e solos da Estação. Mais de cem pesquisadores e cientistas do Governo Federal, Governo do Distrito Federal, de universidades, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e instituições ambientalistas colaboraram voluntariamente para a publicação.

Clique Aqui 37,3 mb

O espanto do Ministro do MMA

É de susto em susto que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, vai descobrindo que só com discursos não se combate a degradação ambiental. Há pouco se espantava ele com o fato de nada ter sido feito, desde 2002, para cumprir a Resolução nº 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determinava a redução de emissão de poluente (porcentagem de enxofre) por veículos movidos a diesel a partir de janeiro de 2009. O ministro sentiu-se constrangido em adiar esse prazo para 2012, para que houvesse a "adaptação" não realizada em seis anos pela Petrobrás e pelas montadoras de veículos, em razão da "generalizada omissão", que fez questão de denunciar.

Agora, o ministro espanta-se de novo ao constatar que não param de aumentar os índices de desmatamento - por mais que o governo Lula tenha anunciado suas "boas intenções" quanto à preservação ambiental. "Os números são uma desgraça", disse o ministro, diante da constatação, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de que a área desmatada da Amazônia Legal cresceu 756 quilômetros quadrados no mês passado. O cálculo foi feito com base em imagens de satélite do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter). O pior mês deste ano foi abril, quando a Amazônia perdeu nada menos do que 1.124 quilômetros quadrados de vegetação, vale dizer, a área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro.

Mas o ministro se deparou com coisa ainda mais espantosa: é um órgão público federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o campeão da devastação. Oito assentamentos do Incra na Amazônia estão na lista dos cem maiores desmatadores do País, todos localizados em Mato Grosso, e seis encabeçam a relação dos que mais destruíram a floresta, o sétimo ocupa o 40º lugar e oitavo, o 44º. Em razão do desmatamento de 2.282 quilômetros quadrados (228.208 hectares) nas oito áreas, o Incra já foi multado pelo Ibama em R$ 265,5 milhões.

A lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente relaciona os cem maiores desmatadores de 2005 para cá. Juntos eles derrubaram 5.225 quilômetros quadrados de florestas (522,5 mil hectares). Os assentamentos do Incra foram responsáveis por 44% desse total e as áreas particulares, por 56%. Da mata derrubada, 85,6% foram de floresta nativa; 7,9%, de reservas legais; 5,6%, de matas primárias; e 0,8%, de áreas de proteção permanente, como margens de rios e lagoas.

O ministro anuncia várias medidas para tentar reverter a situação, entre as quais a criação de um Conselho Interministerial de Combate ao Desmatamento, encarregado de, a cada dois meses, reunir-se para descobrir formas de conter a devastação, conforme as taxas de derrubada detectadas pelos satélites do Inpe, e a criação de uma Força Federal de Combate a Crimes Ambientais, a ser integrada por 3 mil homens.

Mas, sem dúvida, um outro e sério susto deve ter tomado o ministro Minc - e, de resto, toda a sociedade brasileira - ante a declaração do presidente do Incra, Rolf Hackbart, sobre a responsabilidade do órgão nessa devastação. Para o sr. Hackbart, a notícia da devastação nos assentamentos do Incra "vai servir para ataques à reforma agrária". Quer dizer, para ele os crimes ambientais praticados em área sob sua jurisdição devem ser escondidos, para que não sirvam de pretexto a ataques à "reforma agrária"! Então, em nome da "reforma agrária" desprezem-se a lei, a preservação do meio ambiente e o que mais que se lhe anteponha.

O que se espera do presidente do Incra é mais do que desculpas esfarrapadas. O ministro Minc diz, com razão, que "falta sustentabilidade ambiental na reforma agrária". De fato. Dos 70 assentamentos rurais do Incra em Mato Grosso, apenas um tem licença ambiental. No ano passado, o TCU acusou o Incra de ser omisso em relação à legislação ambiental. Não procede, portanto, a afirmação do sr. Hackbart de que "quem mais protege o meio ambiente no País são os assentamentos".

Seja como for, cabe ao ministro Carlos Minc transformar as boas intenções que o governo petista tem demonstrado em relação à questão ambiental em barreiras efetivas e eficientes à devastação e à impunidade - ou seja, deixar de se espantar a cada momento.

 

Fonte: Estadão