28/5/08
Entrevista inédita: Jornalismo Ambiental
Entrevista dada por Dal Marcondes à Wilson Bueno, jornalista e professor univesitário e um dos primeiros profissionais desta áreas a trabalhar com a questão do jornalismo Ambiental, para a Revista Comunicação, Meio Ambiente e Agribusiness
Adalberto Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde, uma referência na área em nosso país. Nesta entrevista, ele fala sobre os desafios e o futuro do jornalismo ambiental, resgata um pouco da trajetória e dos planos da sua empresa e define formas de financiamento às mídias ambientais. Reforça o papel fundamental da Web na divulgação e no debate das questões ambientais.
O jornalista Adalberto Wodianer Marcondes é graduado pela ECA-USP e tem especialização em Ciências Ambientais. A maior parte da carreira na grande imprensa foi dedicada ao jornalismo econômico, passou pelas redações das agência France Presse, Dinheiro Vivo e Estado, atuou nas revistas IstoÉ, Exame e Dirigente Industrial, e nos jornais Gazeta Mercantil e DCI. Desde 1995 dedica-se ao jornalismo ambiental através da Agência Envolverde. Foi fundador e é atual coordenador da EcoMídias - Associação Brasileira de Mídias Ambientais, é moderador de Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais e membro do Grupo de Trabalho em Comunicação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Foi responsável pela coordenação do 1º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que aconteceu na cidade de Santos, em 2005.
Revista: Quais os principais desafios do jornalismo ambiental brasileiro?
Adalberto Marcondes: O jornalismo ambiental tem muitos desafios pela frente. No entanto, dois deles são fundamentais para sua existência, a qualificação e o financiamento.
O segundo grande desafio é a construção dos espaços editoriais onde as pautas ambientais transformam-se em matérias. Tanto em mídias especializadas, como nas mídias tradicionais. Nas redações dos grandes meios a presença da pauta ambiental ainda é escassa e, muitas vezes, inconsistente. No caso das mídias especializadas o desafio é encontrar recursos financeiros para manter os projetos editoriais em pé. O financiamento das mídias ambientais é um debate recorrente entre os editores desta área e está longe de ser resolvido. Muitas das mais importantes publicações ambientais do Brasil existem apenas por teimosia de seus editores.
Empresas e governos deveriam reservar parte de seus recursos de publicidade para uma aplicação com juízo de valor sobre os conteúdos que estão financiando para a sociedade. Isto quer dizer que as mídias que receberiam o recurso seriam avaliadas pela qualidade e relevância de sua produção jornalística em relação a objetivos consistentes de desenvolvimento de longo prazo. Um exemplo seriam os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que são bastante abrangentes sob o ponto de vista socioambiental e dentro do tripé da sustentabilidade: ambiental, social e econômico.
Leia a entrevista completa clique aqui.
Fonte: Wilson Bueno / Dal Marcondes / Revista Envolverde
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