28/5/08
Oléo de cozinha é reaproveitado no DF
Caesb lança projeto para incentivar o reaproveitamento do óleo de cozinha
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em parceria com a Administração Regional do Lago Norte e a Comissão de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), divulgam o projeto Biguá. Uma das principais ações é incentivar o reaproveitamento do óleo de cozinha. O evento de lançamento foi no dia 17 de maio, em frente ao Península Shopping, no Lago Norte.
O evento teve o intuito de informar a todos da comunidade sobre a poluição provocada pelo óleo de cozinha, quando despejado nos ralos. Além de explicar sobre o beneficio para o meio ambiente com o seu reaproveitamento para produzir sabão. Em frente ao shopping, foi feita a coleta do óleo e o material foi entregue a um grupo de artesãs da cidade do Varjão. A equipe é formada por seis senhoras que aprenderam a fazer o produto por meio de um curso oferecido pela Caesb. Elas já começaram a produzir o sabão, e com isso, querem implantar o econégocio - projeto que lida tanto com a questão social, quanto ambiental. As barras de sabão foram vendidas por R$ 1,50 cada.
A enfermeira Joana Porto, 31 anos, moradora de Taguatinga, aprova a idéia de comprar o sabão feio a partir do óleo de cozinha, já que é ecologicamente correto. "Tem praticamente o mesmo preço do sabão vendido em supermercado, então, é melhor comprar o artesanal, já que também é melhor para o meio ambiente", disse.
O projeto ganhou esse nome em homenagem a uma ave aquática que vive em ambientes limpos, chamada Biguá. "O que nós queremos com o projeto é conscientizar as pessoas a viver em ambientes limpos, além de não deixar que a sujeira chegue em nossas águas", informou o técnico da Caesb responsável pelo projeto, Fernando Starling. A idéia já está sendo aplicada no Varjão, com a intenção de melhorar a qualidade de vida. Além disso, estimula a geração de renda e a inclusão social.
A Caesb pretende expandir a campanha de recolhimento de óleo de fritura para todo o Distrito Federal, principalmente para bares, restaurantes e hotéis, possibilitando o surgimento de novas cooperativas de sabão. Para isso, a empresa já firmou um termo de cooperação com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar). “O sindicato deu uma mini-fábrica de sabão para a cooperativa, o que possibilitará que a produção seja ampliada e de melhor qualidade”, destaca Starling.
O presidente do Sindhobar, Clayton Faria Machado, explica que pretende mobilizar os proprietários de estabelecimentos que geram óleo saturado para que esse produto seja recolhido e doado para a cooperativa do Varjão. “Queremos sensibilizar o empresariado para a grandiosidade do Biguá que é um projeto social e ecológico”, observa. Ele estima que só no Plano Piloto a arrecadação do óleo saturado possa chegar a 25 mil litros por mês.
Para a bancária Silvia Pedrosa, 35 anos, moradora do Guará, o projeto é grandioso, já que contribui com o meio ambiente. "Se todos guardassem o óleo, iríamos ter menos prejuízos no futuro. Infelizmente, não tenho o costume de guardar sempre, mas agora vou mudar meus hábitos", contou.
Quatro postos para o recolhimento do óleo estão disponíveis para a comunidade. Os locais são a Prefeitura Comunitária, o supermercado Big Box, o Construshopping e o Colégio Indi, todos no Lago Norte - Brasília/DF.
Fonte: Tribuna do Brasil / Brasília emTempo Real
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