31/10/08
Pesquisa: consumo de orgânicos no DF
Mulheres são 72% na compra de orgânicos no DF
Cultivados em sistema livre de agrotóxicos e aditivos químicos, os alimentos orgânicos atraem consumidores em busca de uma vida saudável. E esse público é formado, principalmente, por pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil e nível educacional superior, universo em que as mulheres predominam.
Os dados fazem parte de um estudo realizado na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), da Universidade de Brasília (UnB), com 400 consumidores em sete pontos de venda no Distrito Federal, entre eles, as feiras orgânicas, a Ceasa e um supermercado de grande porte. O trabalho foi coordenado pela professora Ana Maria Resende Junqueira.
Ao visitar os locais, a presença maciça do público feminino é facilmente notada. De acordo com o engenheiro agrônomo Maurício Junio Gomes, que auxiliou a pesquisa e utilizou essas informações para compor sua monografia de final de curso, o índice é explicado pelos papéis sociais. "Geralmente, é a mulher que faz a compra de alimentos. Mesmo quando encontrávamos casais, os homens pediam que elas fossem ouvidas", diz.
MOTIVOS
Quando perguntados sobre os motivos que os levam a adquirir os itens orgânicos, 88% apontaram a preocupação com a saúde. Isso porque o manejo das frutas e hortaliças cultivadas sob esse sistema, o mais próximo do natural possível, significa inexistência de resíduos de agrotóxicos usados para proteger as lavouras.
Apesar de esse modo de plantio ser sustentável e não agredir a natureza, uma vez que os agrotóxicos podem contaminar solos e cursos d´água, o fator cuidados com o meio ambiente apareceu em terceiro lugar, com 33% das citações.
Curiosamente, a equação entre as duas variáveis muda de acordo com a idade do consumidor. Os entrevistados acima de 61 anos conferem 92% de importância à preocupação com a saúde e 17% ao meio ambiente. Já os na faixa dos 20 anos, colocam, respectivamente, 50% e 50% para cada um.
Em relação ao hábito, o consumidor de orgânicos é fiel. Em 53% dos casos, compram esses alimentos há mais de quatro anos, e 11% entre três e quatro anos. Menos de 1% dos entrevistados estavam no local de venda pela primeira vez.
Contato com os pesquisadores pelos e-mails: pirijunio@yahoo.com.br ou anamaria@unb.br
Fonte: UnB Agência / Agrosoft Brasil
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